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Amor

A magia que faz seu coração vibrar

Postado por Victor Augusto em 13 de novembro de 2024

Amor: a magia que faz seu coração vibrar

O amor é a única religião, o único Deus, o único mistério que tem que ser vivido, compreendido. Quando o amor for compreendido, você terá compreendido todos os sábios e todos os místicos do mundo. Não é uma coisa difícil. É tão simples quanto as batidas do seu coração ou sua respiração. Ele vem com você, não é concedido pela sociedade. E esse é o ponto que quero enfatizar: o amor vem com o nascimento, mas não vem plenamente desenvolvido, é claro, assim como todo o resto. A criança tem que crescer.

A sociedade se aproveita dessa lacuna. O amor da criança leva tempo para crescer; enquanto isso a sociedade aproveita para condicionar a mente da criança com ideias falsas sobre o amor. Na época em que está pronta para explorar o mundo do amor, você já está abarrotado com tantas bobagens sobre o amor, que já não há muita esperança de que seja capaz de encontrar o autêntico e descartar o falso.

Por exemplo, todas as crianças, em todos os lugares, ouvem milhares de vezes que o amor é eterno: depois que ama uma pessoa você a amará para sempre. Se você ama uma pessoa e mais tarde sentir que não a ama mais, isso significa que nunca a amou. Ora, essa é uma ideia muito perigosa. Ela lhe dá a ideia de um amor permanente e, na vida, nada é permanente. As flores desabrocham pela manhã e, à noite, já murcham.

A vida é um fluxo contínuo, tudo está mudando, se movimentando. Nada é estático, nada é permanente. Estão lhe transmitindo uma ideia de amor permanente que destruirá toda a sua vida. Você vai esperar um amor permanente de uma pobre criatura e essa criatura esperará um amor permanente de você também.

O amor se torna secundário, o permanente se torna mais importante. E o amor é uma flor tão delicada que não pode ser forçada a ser permanente. Você pode ter flores de plástico — que é o que as pessoas têm: casamento, família, filhos, parentes, tudo de plástico. O plástico só tem uma coisa muito espiritual: é permanente. O amor verdadeiro é uma incerteza assim como a vida é uma incerteza.

O amor de verdade também mudará.

É possível que, se você for uma pessoa iluminada, o seu amor tenha transcendido as leis costumeiras da vida. Ele nem está mudando nem é permanente; simplesmente é. Não é mais uma questão de como amar; você se tornou o próprio amor, por isso o que quer que faça é amoroso.

Se você compreender que ele mudará, que um dia o seu par pode se interessar por outra pessoa e você terá que ser compreensivo, amoroso e ter consideração por ele, deixando que siga o caminho que manda o coração — essa é a oportunidade que você tem de provar a ele que o ama.

É muito simples de entender. Quando começou a amar, você era muito jovem, sem nenhuma experiência; como o seu amor pode continuar igual se você se tornou uma pessoa madura? O seu amor também amadureceu. E quando você ficar mais velho o seu amor também terá um gosto diferente.

Para ter uma vida mais leve, mais divertida, você precisará ser flexível. Tem que se lembrar que a liberdade é o valor mais precioso e, se o amor não está lhe dando liberdade, então não é amor.

A liberdade é um critério: qualquer coisa que lhe der liberdade está certa e qualquer coisa que destruir a sua liberdade está errada. Se você conseguir se lembrar desse pequeno critério na vida, aos poucos começará a tomar o rumo certo em tudo: nos relacionamentos, na religião, na criatividade, naquilo que você é.

Deixe de lado velhos conceitos, conceitos vis. Ideias absurdas foram incutidas na nossa cabeça. Você tem que fazer uma faxina constante. Sempre que se deparar com bobagens na sua cabeça, limpe-as, jogue-as fora. Se você estiver limpo e a sua cabeça vazia, você será capaz de encontrar soluções para todos os problemas que surgirem na sua vida!

Extraído e adaptado de A Essência do Amor, de Osho. Editora Pensamento.